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A casa da Bela e do Binho foi praticamente refeita.
A construção original havia sido bastante descaracterizada, e o jardim, tomado por novos cômodos e muito cimento. Era preciso devolver à casa o respiro e reconectá-la à essência afetiva do bairro, com suas antigas casas de vó.
O ponto de partida foi uma grande estante, criada para abrigar o verdadeiro tesouro da casa: os livros.
A partir dela, o projeto recuperou memórias, afetos e a delicadeza de uma casa feita para ser vivida.
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